Quantas vezes, Vorcaro, você botou a República no bolso?, questiona relator da CPMI do INSS
- Luana Valente

- 21 de fev.
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Atualizado: 22 de fev.
Relator da CPMI do INSS levanta questionamentos sobre possível financiamento de políticos e buscar de proteção institucional

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), intensificou os questionamentos sobre o papel do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no maior escândalo financeiro da história recente do país.
“Vorcaro, o seu silêncio interessa a quem? Você tinha feito um compromisso, e agora se acovardou. Ia fazer pergunta a você porque o Brasil precisa saber a verdade. O Brasil precisa ser passado a limpo e você pode contribuir com isso”, ressaltou o relator.
A ausência de Vorcaro na oitiva marcada para esta semana, respaldada por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), não arrefeceu os trabalhos da comissão. Gaspar anunciou que o colegiado já obteve acesso à quebra dos sigilos bancários do empresário, o que, segundo ele, permitirá avançar nas apurações sem prejuízo.
As investigações giram em torno da suspeita de que Vorcaro tenha financiado políticos e buscado blindagem institucional ao contratar a esposa de um ministro do STF para atuar em seu banco. Embora o empresário tenha se amparado em decisão judicial para não comparecer, Gaspar afirmou que a CPMI não ignorará “a suposta compra de figuras” e que os dados recuperados podem trazer elementos robustos para recompor a credibilidade do sistema previdenciário.
O relator classificou como “vitória da transparência” a devolução dos dados sigilosos à comissão, determinada pelo STF, e destacou que o envio imediato do material à Polícia Federal fortalece o trabalho investigativo. Para Gaspar, a CPMI busca não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também expor os mecanismos de influência que teriam permitido a Vorcaro colocar “a República no bolso” ao se aproximar de figuras estratégicas do poder.
O caso, conhecido como “Escândalo do Master”, segue como um dos mais delicados da cena política e financeira nacional, levantando dúvidas sobre a extensão das relações entre o banqueiro e autoridades públicas.




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