Receita admite vazamento de dados de ministros do STF
- Luana Valente

- 17 de fev.
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Órgão afirma ter política de intolerância a desvios e colabora com investigação da Polícia Federal

A Receita Federal confirmou, por meio de nota oficial, o vazamento de dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares. O episódio levou à deflagração de uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira (17), autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, a pedido da Procuradoria-Geral da República. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, com medidas cautelares que incluem afastamento de funções públicas e monitoramento eletrônico dos investigados.
Segundo a Receita, uma auditoria interna identificou múltiplos acessos ilícitos a sistemas do órgão, resultando na quebra de sigilo fiscal de autoridades. Entre os alvos, estariam familiares de ministros, como a esposa de Alexandre de Moraes e o filho de outro integrante da Corte. O órgão declarou que “não tolera desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal” e garantiu que está colaborando com as investigações conduzidas pela PF e pelo STF.
A operação também mira possíveis infiltrações no Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), responsável pelo processamento de declarações de Imposto de Renda. O inquérito tramita sob sigilo no Supremo e busca esclarecer se houve ação coordenada de servidores para acessar e divulgar informações fiscais de magistrados e seus parentes.
O caso gerou repercussão política. Parlamentares e integrantes do próprio STF criticaram a condução da investigação, levantando questionamentos sobre transparência e possíveis motivações políticas.




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