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Relator da CPMI reage à decisão de Dino e fala em “tapa na cara do brasileiro”



Suspensão da quebra de sigilo de Roberta Luchsinger gera reação dura no Congresso e abre debate sobre limites das comissões parlamentares


Reprodução
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Brasília – A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, de suspender a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Moreira Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, provocou forte reação no Congresso. O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), classificou a medida como um “tapa na cara do brasileiro de bem” e alertou que o ato pode abrir precedente para anular outras quebras de sigilo aprovadas pela comissão.


Dino atendeu a um mandado de segurança da defesa de Luchsinger, que questionava a forma como a CPMI aprovou, em bloco, 87 requerimentos de investigação, incluindo a quebra de sigilo da empresária. Para o ministro, a votação simbólica e coletiva violou o devido processo constitucional, exigindo análise individualizada de cada pedido.


Gaspar afirmou que a decisão não apenas beneficia Luchsinger, mas pode comprometer o andamento das apurações envolvendo outros nomes, inclusive o próprio Lulinha. “STF, através do ministro Dino, deu um tapa na cara do brasileiro de bem. Suspendeu a quebra do sigilo de Lulinha e de vários bancos investigados no esquema do INSS. Dino, você trabalhou contra o Brasil. Nós não aceitamos mais colocar roubo e sujeira debaixo do tapete”, disse o parlamentar.


“Lulinha tem culpa no cartório, os bancos precisam ser investigados. Você, como paladino da moralidade, impedindo a CPMI de trabalhar para passar este país a limpo. Nós estamos revoltados e indignados. Vamos derrubar essa sua decisão. Ninguém aguenta mais tanta impunidade. Não pode o STF ser dono do Brasil. Vocês têm que ter limites. Nós não aceitamos o bloqueio de investigação legítima. Os bandidos do Brasil têm que ir para a cadeia. Chega de impunidade”, destacou.


Agora, a defesa de Lulinha já vê na decisão uma brecha para contestar a quebra de seus próprios sigilos, aprovada na mesma sessão da CPMI. Dino, no entanto, ressaltou que sua liminar se aplica apenas ao caso de Luchsinger, até julgamento definitivo pelo STF.

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