Roubo aos aposentados: PF investiga familiares de vice-líder de Lula no Senado
- Luana Valente

- 4 de ago.
- 2 min de leitura
Operação Sem Desconto mira parentes de Weverton Rocha em esquema bilionário no INSS; senador é apontado como “sustentáculo político” das fraudes

A Polícia Federal cumpriu nesta semana 18 mandados de busca e apreensão em Brasília e no Maranhão, em nova fase da Operação Sem Desconto, que apura desvios bilionários no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre os alvos estão familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo Lula no Senado, suspeitos de envolvimento em movimentações financeiras ligadas ao esquema.
Segundo os investigadores, a fraude teria causado prejuízo de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, por meio de descontos indevidos aplicados diretamente na folha de pagamento de aposentados e pensionistas. A PF afirma que os valores eram desviados por meio de empresas de fachada e operações de lavagem de dinheiro. Em uma das buscas, foram apreendidos dinheiro vivo e uma máquina de contar cédulas, reforçando os indícios de movimentações ilícitas.
Entre os investigados estão a esposa, a filha e duas irmãs de Rocha. A suspeita é de que elas tenham atuado para ocultar a origem dos recursos desviados. O advogado Willer Tomaz, também alvo da operação, declarou em nota que “não possui qualquer vínculo com o esquema” e que sua aeronave foi utilizada pelo senador “em caráter pessoal e amistoso”.
Rocha já havia sido alvo de mandados em dezembro de 2025 e foi o primeiro político citado na CPMI do INSS. Para a Polícia Federal, o parlamentar é visto como “sustentáculo político” do esquema, por sua proximidade com empresários ligados às fraudes. Em nota anterior, o senador disse ter recebido as ações da PF “com surpresa” e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos.
O caso expõe a vulnerabilidade de milhões de aposentados diante de esquemas de corrupção que se infiltram no sistema previdenciário. A PF afirma que o objetivo agora é individualizar responsabilidades e rastrear o destino dos recursos desviados. O processo promete novos desdobramentos políticos e judiciais, com impacto direto no governo e no Senado.




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