Secretário de Segurança de SP admite não ter conseguido assistir a vídeo até o fim de estuprO coletivo de crianças
- Luana Valente

- 4 de mai.
- 2 min de leitura
Caso na zona leste da capital expõe brutalidade dos agressores e mobiliza autoridades para acolhimento das vítimas

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, declarou neste domingo (3) que não conseguiu assistir até o fim ao vídeo que mostra o estupro coletivo de duas crianças na zona leste da capital. “Em 45 anos de polícia, não consegui ver o vídeo até o fim”, afirmou, visivelmente abalado.
O crime ocorreu em 21 de abril, na comunidade União de Vila Nova, em São Miguel Paulista. As vítimas, de 7 e 10 anos, foram atraídas por vizinhos sob o pretexto de brincar de soltar pipa. Dentro do imóvel, sofreram violência sexual praticada por quatro adolescentes e um adulto, que gravou as agressões e compartilhou as imagens em grupos de WhatsApp. Em um dos vídeos, de 63 segundos, é possível ouvir as crianças chorando e implorando para que os abusos parassem.
A investigação começou no dia 24 de abril, quando a irmã de uma das vítimas, que vive fora da comunidade, recebeu os vídeos, reconheceu as crianças e procurou a polícia. Segundo a delegada responsável, Janaína da Silva Dziadowczyk, as famílias foram pressionadas por moradores locais a não registrar boletim de ocorrência, o que atrasou a apuração.
Até agora, três adolescentes foram apreendidos e o adulto, identificado como Alessandro Martins dos Santos, foi preso na Bahia após tentar fugir. Um dos menores segue foragido, e a polícia mantém contato com a família para que ele se entregue. Todos responderão por estupro de vulnerável, corrupção de menores e divulgação de imagens de abuso infantil.
Diante da gravidade do caso, a Prefeitura de São Paulo acionou medidas de proteção imediatas. Uma das crianças está sob os cuidados da mãe em unidade do programa Vila Reencontro, enquanto a outra foi encaminhada, junto com dois irmãos, para o Serviço Institucional para Criança e Adolescente, devido à situação de vulnerabilidade da família. O acompanhamento psicossocial está sendo realizado por equipes de saúde, assistência social e pelo projeto estadual Bem-Me-Quer.




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