Senadores recorrem ao STF para garantir CPI do Banco Master
- Luana Valente

- 25 de mar.
- 2 min de leitura
Parlamentares acusam Presidência do Senado de travar investigação sobre suspeitas de irregularidades financeiras

Um grupo de senadores protocolou nesta quarta-feira (25) um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master. O requerimento, apresentado em novembro de 2025, já conta com 53 assinaturas, número superior ao mínimo exigido, mas segue sem leitura em plenário.
Entre os signatários estão Alessandro Vieira (MDB-SE), Eduardo Girão (Novo-CE), Damares Alves (Republicanos-DF), Marcos Pontes (PL-SP), Esperidião Amin (PP-SC) e Plínio Valério (PSDB-AM). Eles alegam que a demora compromete a apuração de denúncias de lavagem de dinheiro, intimidação de adversários e vínculos com agentes públicos.
Os parlamentares sustentam que o requerimento cumpre todos os requisitos constitucionais, incluindo o apoio de mais de um terço dos senadores, o que tornaria obrigatória a instalação da comissão. Além disso, ressaltam que já existem investigações em curso no Judiciário e na Polícia Federal, o que reforça a necessidade de uma apuração paralela no âmbito do Legislativo para garantir transparência e controle político sobre o caso.
Segundo os senadores, a omissão da Presidência do Senado, comandada por Davi Alcolumbre (União-AP), estaria travando a abertura da comissão. O grupo pede que o STF determine a leitura imediata do requerimento em plenário, passo necessário para a instalação da CPI.
O caso expõe mais uma vez a tensão entre Legislativo e Judiciário. Em episódios anteriores, como na prorrogação da CPMI do INSS, o Supremo já havia se posicionado em favor da abertura de investigações, o que fortalece a estratégia dos parlamentares.
Se o STF atender ao pedido, a CPI do Banco Master poderá avançar e abrir caminho para apurações sobre possíveis fraudes financeiras e conexões políticas, aumentando a pressão sobre a cúpula do Senado.




Comentários