Datafolha: Tarcísio abre 16 pontos sobre Haddad em São Paulo
- Luana Valente

- há 8 horas
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Levantamento Datafolha indica governador com 46% das intenções de voto no primeiro turno; em eventual segundo turno, vantagem sobe para 53% contra 37% do petista

A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo (5), aponta que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera com folga a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Segundo o levantamento, realizado entre os dias 1º e 3 de julho em 71 municípios paulistas, Tarcísio aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o ex-ministro da Fazenda e ex-prefeito da capital, Fernando Haddad (PT), registra 30%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Na terceira posição, tecnicamente empatados, surgem Vera Lúcia (PSTU) com 5%, Carlos Machado (PCB) com 4% e Vivian Mendes (UP) também com 4%. Brancos e nulos somam 8%, e 3% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar.
O cenário de segundo turno reforça a vantagem do atual governador: Tarcísio teria 53% dos votos, contra 37% de Haddad. Brancos e nulos representam 8%, e 2% dos eleitores permanecem indecisos. Nos votos válidos — critério usado pela Justiça Eleitoral — o governador alcança 52%, enquanto Haddad fica com 34%, indicando possibilidade de vitória já no primeiro turno, embora o instituto ressalte que ainda é cedo para afirmar tal desfecho.
A pesquisa também mediu a rejeição dos candidatos. Haddad aparece como o mais rejeitado: 47% dos entrevistados disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Já Tarcísio tem rejeição de 29%.
O levantamento, encomendado pela Folha de S.Paulo, foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os códigos SP-01703/2026 e BR-06481/2026. Foram entrevistados 1.608 eleitores, e o estudo custou R$ 185,7 mil, financiado com recursos próprios.
O resultado reforça a polarização entre os dois principais nomes da disputa, com Tarcísio consolidando-se como liderança do campo conservador e Haddad tentando ampliar sua presença fora da capital e da Grande São Paulo. A corrida paulista, maior colégio eleitoral do país, é vista como um teste nacional para 2026, com impacto direto nas articulações políticas em Brasília.




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