Ministra do STM sob suspeita: pagamentos de empresa fantasma expõem vínculos políticos
- Luana Valente

- há 9 horas
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Verônica Sterman recebeu R$700 mil de companhia ligada a esquema de lavagem de dinheiro e agradeceu apoio de Gleisi Hoffmann em sua posse

A recente nomeação da ministra Verônica Sterman para o Superior Tribunal Militar (STM) em setembro de 2025, rapidamente se transformou em alvo de polêmica. Reportagens revelaram que o escritório de Sterman recebeu R$700 mil da ACX ITC Serviços de Tecnologia, empresa considerada “fantasma” pela Polícia Civil de São Paulo e apontada como parte de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao criminoso conhecido como “Careca do INSS”. O suposto proprietário da ACX confessou ter vendido seus dados por R$5 mil para abertura do CNPJ, sem qualquer atividade empresarial real.
A ligação financeira trouxe à tona questionamentos sobre os critérios de escolha para o STM e reforçou críticas de que a indicação teria sido influenciada por interesses partidários. Durante sua posse, Sterman agradeceu publicamente à presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e ao ex-ministro Paulo Bernardo, ambos investigados na Operação Lava Jato, gesto que intensificou a percepção de proximidade política.
O episódio reacendeu o debate sobre a transparência nas nomeações ao Judiciário e sobre o impacto da política partidária em instituições militares e judiciais. Para críticos, a suspeita de envolvimento com recursos de origem ilícita fragiliza a credibilidade da corte e mina a confiança da sociedade. Já apoiadores destacam o simbolismo da presença feminina em um tribunal historicamente dominado por homens, ainda que o caso esteja cercado de controvérsias.




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