Tarcísio nega pressão de Bolsonaro e reafirma apoio a Flávio
- Luana Valente

- 23 de jan.
- 2 min de leitura
Governador de São Paulo minimiza cobranças de aliados e garante que relação com ex-presidente é de amizade, sem exigências políticas diretas

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (23) que nunca recebeu pressão do ex-presidente Jair Bolsonaro para declarar apoio mais enfático à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi feita durante a entrega de um conjunto habitacional em Embu das Artes, na Grande São Paulo, em meio às especulações sobre o papel de Tarcísio nas eleições de 2026.
Segundo o governador, sua relação com Bolsonaro sempre foi pautada pela amizade e pela confiança, sem cobranças políticas. “O presidente nunca me pressionou. Por nada. Nosso relacionamento sempre foi de amigo. Nunca foi de me pedir nada. A única coisa que ele me pediu foi para ser candidato ao governo do estado de São Paulo”, disse Tarcísio, ao reforçar que estará ao lado de Flávio na disputa presidencial.
A fala ocorre em meio a críticas de setores bolsonaristas que cobravam uma postura mais firme do governador em favor do filho mais velho do ex-presidente. Tarcísio, no entanto, rebateu as cobranças com ironia: “Querem mais enfático que isso?”, ao destacar que já declarou publicamente seu apoio e que pretende trabalhar intensamente pela candidatura de Flávio.
Além de reafirmar o apoio ao senador, Tarcísio também deixou claro que não pretende disputar a Presidência da República neste ano, reforçando sua intenção de concorrer à reeleição em São Paulo. A posição busca encerrar rumores de que o governador poderia ser uma alternativa ao próprio Flávio ou até mesmo ao ex-presidente Bolsonaro, caso houvesse mudanças no cenário eleitoral.
Com isso, Tarcísio reforça sua estratégia de manter o foco na gestão paulista, enquanto se coloca como peça importante na articulação nacional em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro. A mensagem é clara: não há imposição de Bolsonaro, mas sim alinhamento voluntário e estratégico.




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