Tomas Cole Allen: o homem por trás do ataque a Donald Trump
- Luana Valente

- há 4 dias
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Suspeito de 31 anos foi detido pelo Serviço Secreto após tentativa de atentado durante jantar em Washington

O norte-americano Tomas Cole Allen, de 31 anos, foi identificado como o responsável pela tentativa de ataque contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado no último sábado (25), em Washington. O suspeito foi contido pelo Serviço Secreto após disparos dentro do hotel Hilton, onde o evento acontecia, e permanece sob custódia federal.
Allen nasceu e viveu em Torrance, Califórnia, região metropolitana de Los Angeles. Formado em Engenharia Mecânica pelo Caltech e mestre em Ciência da Computação pela California State University, ele construiu carreira como engenheiro e professor de tutoria, chegando a ser reconhecido como “Professor do Mês” em 2024. Também se destacou em competições de robótica e atuou como desenvolvedor de jogos independentes.
Segundo autoridades, Allen tentou invadir o salão armado com revólveres e facas. Houve troca de tiros com agentes do Serviço Secreto; um deles foi atingido no colete à prova de balas, sem ferimentos graves. Trump, a primeira-dama Melania e o vice-presidente J.D. Vance foram retirados às pressas do local. O suspeito foi detido sem ser baleado.
De acordo com o presidente, Allen teria escrito um manifesto de teor anticristão, considerado perturbador. Registros oficiais mostram que ele fez uma pequena doação de US$ 25 para a campanha da democrata Kamala Harris em 2024. Trump classificou o agressor como um “lobo solitário” e “pessoa doente”.
Allen será processado em Washington nesta segunda-feira (27), enfrentando acusações de uso de arma de fogo em crime violento e agressão a agente federal com arma perigosa.
O prefeito de Torrance repudiou o ataque, afirmando que não representa os valores da comunidade. Líderes internacionais, como Emmanuel Macron e Luiz Inácio Lula da Silva, também condenaram o atentado, reforçando preocupações sobre a escalada da violência política nos Estados Unidos.
O caso de Tomas Cole Allen expõe o contraste entre uma trajetória acadêmica e profissional promissora e a radicalização que culminou em um dos episódios mais graves de segurança envolvendo Donald Trump neste ano.




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