Tremores no Pará após terremoto de magnitude 7,5 na Venezuela
- Luana Valente

- há 4 horas
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Abalos foram sentidos em Belém e Santarém na noite desta quarta-feira (24); prédios foram evacuados por precaução, mas não houve registro de danos estruturais.

Moradores de Belém e Santarém relataram momentos de tensão na noite desta quarta-feira (24), quando sentiram tremores provocados por um terremoto de magnitude 7,5 registrado na Venezuela. O fenômeno, confirmado por centros sismológicos, repercutiu em diversas cidades da região Norte do Brasil, incluindo Manaus, Macapá e Boa Vista.
Na capital paraense, os abalos foram percebidos em bairros como Umarizal, Cremação, Jurunas, Pedreira e Batista Campos. Em pelo menos dez edifícios, moradores desceram às pressas pelas escadas após perceberem vibrações em móveis e lustres. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros foram acionados e realizaram vistorias, liberando os prédios em seguida ao constatar que não havia risco estrutural. O prefeito Igor Normando (PSDB) destacou que a evacuação foi preventiva e que não houve registro de feridos.
Em Santarém, relatos semelhantes levaram à evacuação de cinco edifícios. Equipes de emergência também confirmaram que não houve danos às estruturas. Apesar disso, muitos moradores preferiram passar a noite em casas de parentes, temendo novos tremores.
O episódio ocorreu durante a transmissão do jogo da seleção brasileira contra a Escócia pela Copa do Mundo, o que fez com que diversos relatos surgissem simultaneamente nas redes sociais. Testemunhas descreveram a sensação como uma “labirintite coletiva”, marcada por tontura e instabilidade.
Segundo especialistas da Rede Sismográfica Brasileira e do Centro de Sismologia da USP, os tremores foram reflexos diretos do abalo sísmico na Venezuela. Eles explicam que, embora os prédios brasileiros sejam projetados para resistir a ventos fortes, não há exigência de adaptação para sismos, o que aumenta a apreensão da população em situações como esta.
Apesar do susto, autoridades reforçam que não há motivo para pânico e que o monitoramento segue ativo. Até o momento, não há registro de vítimas ou danos materiais no Pará.




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