Trump acusa Maduro e China de interferência eleitoral nos EUA
- Luana Valente

- 17 de jul.
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Declarações reacendem debate sobre segurança do sistema democrático americano

Em pronunciamento realizado nesta quinta-feira (16), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Agência Central de Inteligência (CIA) deverá divulgar documentos que, segundo ele, comprovariam a atuação do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro em um suposto esquema de manipulação do processo eleitoral norte-americano. Trump destacou ainda que a captura de Maduro, ocorrida em uma operação militar no início do ano, teria aproximado Washington de Caracas em um novo cenário político regional.
O presidente norte-americano apontou a empresa de tecnologia eleitoral Smartmatic como peça central de um alegado plano para adulterar votos. “Houve grandes danos ao nosso país: nossas eleições ficaram vulneráveis a fraudes e manipulações, e a confiança do povo americano foi abalada. Isso não pode continuar”, declarou.
Trump também voltou a responsabilizar a China por ataques cibernéticos contra o sistema eleitoral. Ele afirmou que “documentos recém-divulgados mostram que, ao longo de vários anos, a partir do ciclo eleitoral de 2020, a China realizou o que se acredita ter sido o maior comprometimento de dados eleitorais da história, resultando na aquisição ilícita, pela China, de 220 milhões de registros de eleitores dos Estados Unidos”. Segundo o presidente, os arquivos tornados públicos pela Casa Branca indicariam que informações sensíveis — como nomes, endereços, telefones e preferências partidárias — foram expostas, colocando em risco a integridade das eleições.
A reação de Pequim veio rapidamente. Nesta sexta-feira (17), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, classificou as acusações como “uma tentativa deliberada de difamar a China” e reiterou que o país “nunca interferiu nas eleições americanas”.




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