Bolsonaro enfrenta crise de soluços por 36 horas, aponta relatório médico
- Luana Valente

- 17 de jul.
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Documento enviado ao STF detalha efeitos colaterais e rotina de recuperação do ex-presidente em prisão domiciliar humanitária

Um relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrentou uma crise de soluços contínua que se estendeu por cerca de 36 horas. O episódio exigiu aumento temporário da medicação, o que trouxe efeitos colaterais como sonolência e instabilidade no equilíbrio, segundo os profissionais responsáveis pelo acompanhamento clínico.
De acordo com o documento, a resposta ao tratamento foi considerada satisfatória, mas os sintomas persistentes elevam o risco de quedas e exigem cuidados adicionais. Apesar disso, o quadro geral de Bolsonaro é descrito como estável do ponto de vista hemodinâmico, respiratório e cardiológico. Ele segue em prisão domiciliar humanitária, determinada pelo STF, e mantém uma rotina de recuperação que inclui dieta restrita, sessões de fisioterapia e exercícios regulares, além de medidas preventivas contra refluxo.
O episódio de saúde ocorre em meio a um contexto político delicado. Recentemente, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu por 90 dias o direito de visita do senador Flávio Bolsonaro ao pai, após a divulgação de uma carta do ex-presidente em transmissão ao vivo. A defesa alegou que Bolsonaro não tinha conhecimento prévio da publicação.
O relatório médico evidencia que, embora o quadro clínico esteja sob controle, a crise de soluços interrompeu um período de estabilidade e expôs a fragilidade da condição de saúde do ex-presidente, que ainda tem que lidar com o monitorado do regime domiciliar.




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