TSE descarta hackeamento e aponta partido Missão como responsável por filiação de Flávio Bolsonaro
- Luana Valente

- há 2 horas
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Legenda de Renan Santos afirma ter sido alvo de tentativa de fraude, enquanto PL corre para regularizar candidatura do senador à Presidência

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou que a filiação do senador Flávio Bolsonaro ao partido Missão tenha sido resultado de um ataque hacker. De acordo com a Corte, o registro foi feito por meio de credenciais da própria legenda, afastando a hipótese de invasão externa. O episódio ocorreu às vésperas do prazo final para registro de candidaturas, em 15 de agosto, e colocou em risco a inscrição do parlamentar como candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou o envio de representação à Procuradoria-Geral Eleitoral e solicitou abertura de inquérito pela Polícia Judiciária para apurar quem utilizou as credenciais do Missão. O PL, por sua vez, protocolou pedido de desfiliação do senador junto ao Missão, buscando assegurar sua regularidade partidária e a viabilidade da candidatura.
O partido Missão, liderado por Renan Santos, declarou ter sido vítima de uma “tentativa de filiação fraudulenta”. Segundo a legenda, houve tentativa de cancelamento imediato da filiação, mas o sistema da Justiça Eleitoral não aceitou a solicitação. A sigla reforçou que não autorizou a inclusão de Flávio Bolsonaro em seus quadros e que também foi prejudicada pelo episódio.
Flávio Bolsonaro reagiu publicamente, afirmando em vídeo que sua filiação foi “fraudada” e acusando adversários de “jogar sujo” para tentar inviabilizar sua candidatura. O senador garantiu que o caso não impedirá sua participação na disputa presidencial.
A investigação da Procuradoria-Geral Eleitoral e da Polícia Judiciária será decisiva para esclarecer responsabilidades e garantir a lisura do processo eleitoral.




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