Van Hattem quer ouvir esposa de Moraes na CPMI do INSS
- Luana Valente

- 5 de fev.
- 2 min de leitura
Deputado do Novo aponta contrato de escritório de advocacia com Banco Master como motivo para convocação

O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) afirmou que pretende convocar Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, para prestar esclarecimentos à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, durante sessão em que parlamentares discutiam novos requerimentos relacionados às investigações sobre supostas fraudes contra aposentados.
Segundo Van Hattem, a convocação é necessária para esclarecer a relação entre o escritório de advocacia de Viviane Barci e o Banco Master, instituição financeira de Daniel Vorcaro, apontado como um dos principais alvos da CPMI. O deputado destacou que há questionamentos sobre o tipo de contrato firmado, levantando dúvidas se se tratava de serviços advocatícios ou de lobby. “É preciso que a advocacia e a sociedade saibam exatamente que tipo de contrato existia com o Banco Master, que lesou aposentados brasileiros”, disse o parlamentar.
A oposição tem usado o caso para ampliar críticas ao ministro Alexandre de Moraes, que já vinha sendo alvo de contestações políticas. Van Hattem reforçou que a CPMI deve “ir até o fim em busca da verdade, doa a quem doer”, e que a oitiva da esposa do magistrado seria fundamental para esclarecer possíveis vínculos entre o escritório e operações financeiras investigadas.
O Banco Master é acusado de ter participado de esquemas que desviaram recursos de aposentados, e a CPMI do INSS foi instalada justamente para apurar essas irregularidades. A convocação de Viviane Barci, caso aprovada, promete intensificar os embates entre governo e oposição dentro da comissão, ampliando o alcance político das investigações.
Com o requerimento, Van Hattem coloca em pauta um dos acontecimentos mais delicados da CPMI, envolvendo diretamente familiares de um ministro do STF. A decisão sobre a convocação ainda depende da aprovação dos demais membros da comissão, mas já gera repercussão significativa no cenário político nacional.




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