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Viana critica Motta sobre CPMI do Master e cobra Alcolumbre

Atualizado: 18 de mai.


Senador acusa presidente da Câmara de “se entregar ao sistema” e desafia líder do Senado a não se curvar às pressões políticas


Geraldo Magela / Agência Senado
Geraldo Magela / Agência Senado

O senador Carlos Viana (PL-MG) elevou o tom das críticas contra o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao acusá-lo de “se entregar” ao sistema político ao não dar prioridade à instalação da CPMI do Banco Master. Em discurso, Viana afirmou que o argumento de Motta de seguir o “tratamento regimental” para analisar os pedidos de comissão parlamentar de inquérito é, na prática, uma forma de engavetar o tema.


O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, após denúncias de irregularidades financeiras envolvendo seu dono, Daniel Vorcaro. O caso ganhou repercussão nacional quando vieram à tona áudios em que o senador Flávio Bolsonaro solicitava até US$ 24 milhões a Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A revelação intensificou a pressão por uma investigação no Congresso, onde já existem ao menos sete requerimentos para a abertura de uma CPMI.


Viana também direcionou críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), cobrando uma postura firme diante das pressões políticas. “Vossa Excelência também irá se curvar, ou vai mostrar que o Senado não se ajoelha?”, questionou. O parlamentar acusou ainda a base governista do PT de defender a CPMI nas redes sociais, mas se omitir no plenário: “Coragem de palanque, covardia de plenário.”


Hugo Motta, por sua vez, declarou que seguirá o regimento interno, lembrando que há uma fila de 15 CPMIs aguardando análise e que apenas cinco podem funcionar simultaneamente. Nos bastidores, líderes partidários avaliam que não há interesse político imediato em abrir a investigação sobre o Banco Master.


Já Alcolumbre tem resistido à instalação da CPMI, e senadores próximos afirmam que sua decisão dependerá mais de cálculos políticos do que da pressão popular. O impasse expõe divisões internas no Congresso e coloca em evidência a disputa entre governo e oposição sobre o alcance das investigações.



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