Vorcaro insiste em delação e PF reabre negociações
- Luana Valente

- 28 de mai.
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Banqueiro promete novos nomes após primeira proposta ser considerada frágil

As tratativas entre Salvatore Cacciola Vorcaro e a Polícia Federal ganharam novo fôlego depois que o banqueiro se comprometeu a fornecer nomes inéditos e colaborar de forma mais ampla com as investigações. A primeira tentativa de acordo foi rejeitada porque os agentes avaliaram que as informações apresentadas eram superficiais e pouco acrescentariam aos inquéritos em andamento.
Segundo integrantes da PF, o material inicial entregue por Vorcaro já havia sido analisado anteriormente e não trouxe elementos capazes de avançar nas apurações. Além disso, houve a percepção de que o banqueiro tentou realizar uma “delação seletiva”, omitindo dados relevantes e escolhendo apenas o que lhe interessava.
Preso preventivamente desde 4 de março de 2026, no âmbito da Operação Compliance Zero, Vorcaro foi inicialmente mantido em acomodação especial na Superintendência da PF em Brasília. Em maio, perdeu o benefício e foi transferido para uma cela destinada a presos em trânsito, antes de ser levado para o Complexo da Papuda.
A operação que levou à prisão do banqueiro investiga suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas envolvendo o Banco Master. Vorcaro foi conduzido à capital federal dois dias após a segunda ordem de prisão preventiva, em 6 de março, e permanece sob custódia desde então.
O ministro André Mendonça, do STF, recebeu ofício confirmando que a PF reabriu o canal de negociação. Caso a delação seja homologada, poderá impactar diretamente processos sensíveis em curso e ampliar o alcance das investigações.




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