60% dos brasileiros defendem que PCC e CV sejam classificados como terroristas
- Luana Valente

- 10 de jun.
- 2 min de leitura
Pesquisa Genial/Quaest revela apoio majoritário à medida, em meio a debate sobre segurança pública e influência internacional

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (10) pela Genial/Quaest mostra que 60% dos brasileiros acreditam que o governo deve classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
O tema ganhou força após os Estados Unidos terem anunciado, no fim de maio, a inclusão das duas facções em sua lista de organizações terroristas. Segundo a pesquisa, 45% dos brasileiros concordam com a decisão americana, enquanto outros 45% discordam. Além disso, 63% dos entrevistados afirmaram já ter conhecimento da medida antes da divulgação do levantamento.
A sondagem também investigou a percepção sobre a influência política na decisão dos EUA. Quase metade dos brasileiros (47%) acredita que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve papel relevante ao influenciar o presidente Donald Trump, enquanto 37% dizem não ver relação direta. O anúncio americano ocorreu logo após encontros de Flávio Bolsonaro com autoridades em Washington.
Especialistas divergem sobre os impactos da eventual adoção da mesma classificação pelo Brasil. Críticos alertam para riscos à soberania nacional, já que a medida poderia abrir espaço para ingerência externa em questões internas de segurança. Por outro lado, defensores argumentam que a decisão fortaleceria a cooperação internacional no combate ao crime organizado, ampliando mecanismos de repressão ao tráfico de drogas e à violência.
O debate surge em um momento em que a segurança pública ocupa posição central na agenda política em ano eleitoral. A pressão da opinião pública, somada à repercussão internacional, pode influenciar os próximos passos do governo brasileiro diante das facções que há décadas desafiam o Estado.
O levantamento, realizado entre os dias 5 e 8 de junho com 2.004 entrevistados, aponta ainda que 29% são contrários à medida e 11% não souberam ou preferiram não responder. A margem de erro é de dois pontos percentuais.




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