Trump endurece discurso contra o Irã
- Luana Valente

- 10 de jun.
- 2 min de leitura
Presidente dos EUA aponta possibilidade de ataque as usinas e pontes iranianas após acusar Teerã de “demorar demais para negociar”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã em entrevista concedida à Fox News nesta quarta-feira (10). Ele afirmou que Teerã “demorou demais para negociar” e agora “terá que pagar o preço”, sugerindo que pode ordenar ataques a usinas de energia e pontes iranianas. A declaração ocorre em meio a uma escalada militar no Golfo Pérsico e amplia a tensão diplomática entre os dois países.
Antes da entrevista, Trump já havia publicado no Truth Social que o Irã perdeu a oportunidade de firmar um acordo favorável e que enfrentaria consequências. Ao vivo na televisão, reforçou que os Estados Unidos estão “perto de ordenar novos ataques” e classificou o Irã como “valentão do Oriente Médio”, afirmando que suas forças armadas estão “em completo caos”.
A discurso incisivo surge após os bombardeios realizados por forças americanas contra alvos iranianos na terça-feira (9), em resposta à derrubada de um helicóptero Apache no Estreito de Ormuz. Teerã retaliou com ataques contra a Quinta Frota Naval dos EUA, estacionada no Bahrein, o que ameaça comprometer negociações de cessar-fogo conduzidas por mediadores do Catar. O Ministério das Relações Exteriores iraniano acusou Washington de enviar “mensagens contraditórias” e de violar repetidamente os entendimentos diplomáticos.
As repercussões internacionais foram imediatas. Países aliados dos EUA demonstraram preocupação com o risco de uma escalada militar de grandes proporções, enquanto o mercado de petróleo reagiu com alta diante da possibilidade de novos confrontos na região. Trump mencionou que “muito petróleo iraniano está vazando” pelo Estreito de Ormuz, sinalizando que a crise pode ter impactos econômicos globais.
O endurecimento da postura americana reforça a estratégia de pressão máxima sobre o Irã, mas também aumenta o risco de instabilidade regional. Analistas avaliam que ataques a infraestrutura crítica, como usinas e pontes, poderiam provocar danos severos à economia iraniana e desencadear uma resposta ainda mais agressiva de Teerã, colocando em xeque a segurança energética mundial.




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