Advogado de Lulinha se reúne com ministro da Justiça em meio ao avanço de investigações na PF
- Luana Valente

- 4 de ago.
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Marco Aurélio de Carvalho afirma que informações sigilosas estão sendo divulgadas de forma irregular

Em meio ao avanço das investigações da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o advogado Marco Aurélio de Carvalho se reuniu nesta segunda-feira com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, em Brasília. O encontro, realizado no gabinete do ministro, teve como pauta principal os supostos vazamentos de informações sigilosas de inquéritos que envolvem o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Marco Aurélio, “pedi para que ele tome providências enérgicas para apurar a conduta dos servidores que possam ter vazado algum tipo de dado sigiloso”. O advogado ressaltou que não teve acesso aos autos dos inquéritos, o que, segundo ele, compromete a defesa de Lulinha.
As investigações da PF já incluem três inquéritos contra Fábio Luís, dois deles autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. As apurações envolvem suspeitas de tráfico de influência e favorecimento de empresários em contratos com órgãos públicos. Para Marco Aurélio, os vazamentos são “muito graves”, comparáveis aos episódios da Lava Jato: “Na época da Lava Jato se vazavam dados dos inquéritos. Agora, estão sendo vazadas informações de inquéritos que nem sequer foram abertos — o que é mais grave ainda”.
Após a reunião, Wellington César encaminhou o pedido da defesa à Corregedoria-Geral da Polícia Federal, que deverá decidir se haverá abertura de procedimento disciplinar ou apuração criminal sobre os vazamentos. Nos bastidores, há desconforto dentro do PT com a postura considerada “neutra” do ministro, que tenta se manter distante da disputa entre PF e STF.
A defesa de Lulinha também acusa a Polícia Federal de realizar uma “fishing expedition”, ou seja, uma busca por provas sem indícios concretos, com possível finalidade político-eleitoral. Outro advogado, Guilherme Suguimori, criticou a “publicização seletiva” dos procedimentos, apontando riscos à legalidade das investigações.
Enquanto a defesa denuncia vazamentos e questiona a legalidade dos inquéritos, o Ministério da Justiça busca equilibrar sua atuação institucional com a pressão política.



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