PF mira advogado ligado a senador em nova fase da Operação Sem Desconto
- Luana Valente

- 4 de ago.
- 2 min de leitura
Investigação sobre fraudes bilionárias no INSS alcança familiares de Weverton Rocha e advogado suspeito de lavagem de dinheiro

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4) uma nova etapa da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes bilionárias contra o INSS. A ofensiva teve como alvos familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz, apontado como responsável por operações de lavagem de dinheiro ligadas ao caso. Segundo a PF, o esquema teria desviado até R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024 por meio de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os agentes recolheram documentos, equipamentos eletrônicos e até uma máquina de contar dinheiro em endereços ligados aos investigados. De acordo com decisão do ministro André Mendonça, o senador teria atuado como articulador do esquema, sendo responsável por “formular demandas, indicar beneficiários, cobrar pagamentos e acompanhar repasses”.
Nesta fase, os alvos foram a esposa, a filha e duas irmãs de Rocha, além de pessoas próximas que teriam movimentado recursos para ocultar sua origem. Embora o parlamentar não tenha sido alvo direto, a investigação aponta que sua rede de relações foi usada para sustentar o esquema.
O advogado Willer Tomaz, conhecido por sua proximidade com políticos em Brasília, também foi alvo da operação. A PF suspeita que ele tenha atuado como “personagem de sustentação”, utilizando empresas, imóveis e aeronaves para dar aparência legal ao dinheiro desviado. Em nota, Tomaz afirmou que a diligência “decorre exclusivamente do fato de ser proprietário da aeronave utilizada, em caráter estritamente particular, pelo senador Weverton Rocha em viagem já de conhecimento público”. Ele negou qualquer vínculo com as fraudes e disse estar “à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos”.
A investigação segue em andamento para rastrear a origem e a destinação dos recursos, além de identificar a participação individual de cada suspeito. O caso expõe a dimensão das fraudes contra aposentados e pensionistas e reforça a necessidade de maior fiscalização sobre o sistema previdenciário.




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