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Advogados do PL denunciam que perfis gastaram R$ 200 mil para atacar Flávio Bolsonaro

Perfis suspeitos e impulsionamentos milionários: PL pede investigação ao TSE sobre ataques digitais contra Flávio Bolsonaro


Estadão
Estadão

Os advogados do Partido Liberal (PL) protocolaram junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de investigação que aponta para a existência de perfis recém-criados, com cerca de 30 seguidores, responsáveis por gastos de até R$ 200 mil em anúncios contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. O documento foi entregue ao ministro Kassio Nunes Marques, presidente da Corte, na última sexta-feira (17).


Em coletiva realizada nesta segunda-feira (20), após reunião com o TSE, os representantes da legenda detalharam o que consideram um esquema de manipulação digital. Segundo a advogada Maria Claudia Bucchianeri, “a campanha, por acidente, em fevereiro, quando estava acompanhando nos anunciantes quem contrata impulsionamento na plataforma Meta, detectou que alguns perfis muito pequenos, recém-criados, com 30, 40 seguidores, estavam fazendo contratações de R$ 200 mil. Muito atípico. Isso nos levantou um sinal de alerta”.


A jurista prosseguiu afirmando: “Nunca vi nada parecido. Aquilo que em 2022 a gente chamava de milícia digital virou menor infrator perto dessa estrutura, porque eu não estou falando de robô [sic], eu estou falando de um volume de pessoas importantes que arrumam o CPF frio, cria uma conta, consegue um meio de pagamento”.


Ainda de acordo com Bucchianeri, foram identificados impulsionamentos pagos em diferentes moedas — reais, dólares e pesos colombianos — sem explicação clara para a origem dos pagamentos feitos na moeda da Colômbia. O caso, segundo os advogados, reforça a necessidade de apuração urgente para verificar se há uma rede organizada de perfis falsos atuando com financiamento irregular.


O pedido do PL corre em segredo de justiça e solicita medidas como retirada imediata das contas suspeitas e quebra de sigilo para identificar os responsáveis. A defesa de Flávio Bolsonaro sustenta que os ataques digitais não se limitaram ao senador, mas também atingiram outros nomes da direita, como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Jorginho Mello (PL-SC).


O ministro Kassio Nunes Marques assumiu a relatoria do caso e deverá avaliar os próximos passos. A investigação pode abrir caminho para que o TSE determine se há uma “organização criminosa digital” atuando para influenciar o processo eleitoral por meio de impulsionamentos pagos em larga escala.



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