Advogados do PL denunciam que perfis gastaram R$ 200 mil para atacar Flávio Bolsonaro
- Luana Valente

- 21 de jul.
- 2 min de leitura
Perfis suspeitos e impulsionamentos milionários: PL pede investigação ao TSE sobre ataques digitais contra Flávio Bolsonaro

Os advogados do Partido Liberal (PL) protocolaram junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de investigação que aponta para a existência de perfis recém-criados, com cerca de 30 seguidores, responsáveis por gastos de até R$ 200 mil em anúncios contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. O documento foi entregue ao ministro Kassio Nunes Marques, presidente da Corte, na última sexta-feira (17).
Em coletiva realizada nesta segunda-feira (20), após reunião com o TSE, os representantes da legenda detalharam o que consideram um esquema de manipulação digital. Segundo a advogada Maria Claudia Bucchianeri, “a campanha, por acidente, em fevereiro, quando estava acompanhando nos anunciantes quem contrata impulsionamento na plataforma Meta, detectou que alguns perfis muito pequenos, recém-criados, com 30, 40 seguidores, estavam fazendo contratações de R$ 200 mil. Muito atípico. Isso nos levantou um sinal de alerta”.
A jurista prosseguiu afirmando: “Nunca vi nada parecido. Aquilo que em 2022 a gente chamava de milícia digital virou menor infrator perto dessa estrutura, porque eu não estou falando de robô [sic], eu estou falando de um volume de pessoas importantes que arrumam o CPF frio, cria uma conta, consegue um meio de pagamento”.
Ainda de acordo com Bucchianeri, foram identificados impulsionamentos pagos em diferentes moedas — reais, dólares e pesos colombianos — sem explicação clara para a origem dos pagamentos feitos na moeda da Colômbia. O caso, segundo os advogados, reforça a necessidade de apuração urgente para verificar se há uma rede organizada de perfis falsos atuando com financiamento irregular.
O pedido do PL corre em segredo de justiça e solicita medidas como retirada imediata das contas suspeitas e quebra de sigilo para identificar os responsáveis. A defesa de Flávio Bolsonaro sustenta que os ataques digitais não se limitaram ao senador, mas também atingiram outros nomes da direita, como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Jorginho Mello (PL-SC).
O ministro Kassio Nunes Marques assumiu a relatoria do caso e deverá avaliar os próximos passos. A investigação pode abrir caminho para que o TSE determine se há uma “organização criminosa digital” atuando para influenciar o processo eleitoral por meio de impulsionamentos pagos em larga escala.




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