ALERTA: Militar demitido por Bolsonaro fez denúncia contra Filipe Martins ao STF
- Luana Valente

- 2 de jan.
- 2 min de leitura
Coronel-aviador afirma que ex-assessor acessou seu perfil no LinkedIn durante prisão domiciliar

O coronel-aviador da reserva Ricardo Wagner Roquetti, ex-diretor do Ministério da Educação demitido no início do governo Jair Bolsonaro, tornou-se peça central em mais um capítulo da investigação contra o ex-assessor internacional da Presidência, Filipe Martins. Em e-mail enviado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 28 de dezembro, Roquetti relatou que seu perfil no LinkedIn havia sido visitado por Martins.
Segundo o relato, o acesso foi identificado por meio da ferramenta nativa da rede social, “Quem viu seu perfil”. O coronel destacou não possuir qualquer relação com Martins e afirmou que não houve interação que justificasse a visita. A denúncia ganhou relevância porque, à época, o ex-assessor estava em prisão domiciliar e submetido a medidas cautelares que o proibiam de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.
A comunicação de Roquetti foi recebida pelo STF em 29 de dezembro e imediatamente incorporada à análise de Moraes. O ministro entendeu que Martins descumpriu as restrições impostas pela Justiça e determinou a prisão preventiva de Martins. A ordem foi cumprida pela Polícia Federal em 2 de janeiro, em Ponta Grossa, no Paraná, onde o ex-assessor foi detido em sua residência.
Martins já figurava como investigado no chamado “núcleo 2” das apurações sobre uma suposta tentativa de “golpe de Estado” após as eleições de 2022.
Vale frisar que Roquetti havia sido afastado do MEC em março de 2019, ainda nos primeiros meses da gestão de Bolsonaro, após atritos do militar com Olavo de Carvalho e aliados.
Em depoimento à PF no inquérito das “Milícias Digitais”, Roquetti também acusou Allan do Santos de tentar pressioná-lo para o direcionamento de contratos de publicidade da pasta, logo no início da gestão.




Comentários