Arma de Bolsonaro é apreendida em blitz no Distrito Federal; entenda
- Luana Valente

- 16 de jun.
- 2 min de leitura
Supremo Tribunal Federal cobra explicações sobre porte irregular de pistola registrada em nome do ex-presidente

Uma pistola Glock calibre 9 mm registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro foi apreendida durante uma blitz da Polícia Militar no Distrito Federal, em Taguatinga, na noite de segunda-feira (15). O armamento estava em posse de um sargento do Exército, Estácio Leite da Silva Filho, que atua no Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Segundo relatos, o militar portava duas armas: uma institucional, devidamente regularizada, e a pistola de Bolsonaro, sem documentação apresentada no momento da abordagem.
De acordo com o sargento, a pistola apresentava uma pane mecânica no percussor e havia sido retirada para reparo. Ele afirmou que devolveria o armamento ao ex-presidente no dia seguinte. A ocorrência foi registrada na 21ª Delegacia de Polícia e encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou esclarecimentos imediatos da defesa de Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes deu prazo de 24 horas para que os advogados expliquem as circunstâncias da apreensão e a razão de o ex-presidente manter a arma em casa durante o período de prisão domiciliar.
Bolsonaro cumpre desde março deste ano uma pena de 27 anos e 3 meses em regime domiciliar “humanitário”, após condenação por crimes relacionados à suposta tentativa de “golpe de Estado”. A Polícia Civil deve investigar a regularidade da posse e transporte da pistola, enquanto o STF avalia se houve descumprimento das condições impostas ao ex-presidente.
O caso amplia a pressão sobre Bolsonaro, que já enfrenta uma série de processos e medidas cautelares. A apreensão da arma, em meio a uma fiscalização de rotina, expõe fragilidades no controle de bens vinculados ao ex-presidente e abre espaço para novas deliberações judiciais.
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