Bolsonaro recebeu 144 atendimentos médicos em 39 dias
- Luana Valente

- 3 de mar.
- 1 min de leitura
Relatório aponta múltiplas doenças crônicas e nega pedido de prisão domiciliar humanitária

Um relatório da direção do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu 144 atendimentos médicos em apenas 39 dias, entre 15 de janeiro e 22 de fevereiro — uma média de quase quatro consultas diárias. O documento foi utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para negar o pedido de prisão domiciliar humanitária feito pela defesa do ex-presidente.
A perícia médica reconheceu que Bolsonaro é portador de múltiplas doenças crônicas, incluindo hipertensão arterial, apneia grave do sono, obesidade, aterosclerose e refluxo gastroesofágico. Apesar das comorbidades, os relatórios apontam que o quadro clínico está sob controle, com acompanhamento constante e uso de medicamentos.
Segundo os documentos, Bolsonaro também participa de caminhadas diárias e sessões de fisioterapia, além de manter intensa atividade política dentro da unidade prisional. A dieta, no entanto, foi considerada inadequada, com alto consumo de alimentos ultraprocessados e açúcares, o que dificulta o controle de peso e das doenças crônicas.
A decisão de Moraes sustentou ainda que a assistência médica prestada na Papudinha é suficiente para garantir o tratamento das condições de saúde do ex-presidente.
"As comorbidades de Jair Messias Bolsonaro 'não ensejam, no momento, necessidade de transferência para cuidados em nível hospitalar', mesmo reconhecendo que possui 'quadro clínico de alta complexidade, caracterizado por múltiplas doenças crônicas e comorbidades'", argumentou Moraes.




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