Bolsonaro é isentado em caso de posse de arma, mas agente do GSI é indiciado
- Luana Valente

- há 1 dia
- 1 min de leitura
Ex-presidente afirmou em depoimento que delegado da PF autorizou que pistola
permanecesse em sua residência; relatório da PCDF concluiu não haver crime, mas responsabilizou militar por porte ilegal

A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu que Jair Bolsonaro não cometeu crime no episódio envolvendo uma pistola Glock apreendida em Taguatinga, mas indiciou um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) por porte ilegal de arma de fogo. O relatório da 17ª Delegacia de Polícia de Taguatinga Norte, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, apontou que o ex-presidente possuía registro válido do armamento junto ao Exército e, portanto, não deveria ser responsabilizado por posse irregular.
Em depoimento, Bolsonaro relatou que, durante uma operação da Polícia Federal em sua residência, pediu ao delegado responsável para manter a pistola no local, alegando necessidade de defesa da família. Segundo ele, após uma breve saída para atender uma ligação, o delegado retornou e autorizou que a arma permanecesse em casa. A narrativa reforçou a tese de que não houve dolo por parte do ex-presidente.
O caso ganhou novos contornos em junho, quando o agente do GSI Estácio Leite da Silva Filho foi flagrado pela Polícia Militar portando a pistola registrada em nome de Bolsonaro. Embora tivesse porte funcional, o militar transportava um armamento em desacordo com o Estatuto do Desarmamento, o que levou ao seu indiciamento por porte ilegal de arma de uso restrito.
O episódio ocorre em meio às medidas cautelares impostas a Bolsonaro, incluindo prisão domiciliar decretada em agosto de 2025. O relatório da PCDF agora aguarda análise da Procuradoria-Geral da República e decisão do ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso no Supremo Tribunal Federal.




Comentários