Careca do INSS é punido após protetor labial de cannabis ser encontrado em cela da Papuda
- Luana Valente

- 9 de jul.
- 2 min de leitura
Lobista ficou oito dias em isolamento preventivo durante apuração de processo administrativo e caso foi comunicado ao STF

O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, foi alvo de punição disciplinar no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, depois que agentes penitenciários encontraram em sua cela um protetor labial com composição à base de cannabis. O episódio ocorreu em 2 de junho de 2026, durante revista de rotina no Bloco 5 da Penitenciária IV, setor destinado a presos considerados vulneráveis.
Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF), o objeto foi classificado como proibido e resultou na abertura de processo administrativo. Como medida imediata, Careca foi colocado em isolamento preventivo por oito dias, até a conclusão da apuração. O relatório final apontou falta de natureza média, reforçando a rigidez das normas internas da unidade.
A defesa do lobista alegou que o produto não se tratava de entorpecente, mas de um cosmético hidratante com óleo de semente de Cannabis sativa, utilizado por ele desde outubro de 2025, quando foi transferido da carceragem da Polícia Federal para o sistema prisional. Os advogados afirmaram ainda que o protetor já havia passado por outras revistas sem ser apreendido.
O caso foi comunicado ao ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal do inquérito que investiga a chamada “Farra do INSS”, esquema bilionário de descontos indevidos contra aposentados e pensionistas. A defesa também denunciou suposta pressão de agentes penitenciários para que Careca considerasse uma delação premiada, acusação negada pela Seape-DF.
Apontado como articulador do esquema de fraudes previdenciárias, Careca do INSS também é dono da empresa World Cannabis, criada para explorar o mercado de cannabis medicinal no Brasil. O episódio envolvendo o protetor labial reforça o clima de tensão em torno de sua detenção e evidencia a vigilância sobre presos ligados a casos de grande repercussão nacional.




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