Caso Master: PF mira ex-dirigentes de fundo previdenciário em nova fase da investigação
- Luana Valente

- 13 de mai.
- 2 min de leitura
Operação Off-Balance apura gestão temerária de R$ 107 milhões do Instituto de Previdência de Cajamar; ex-diretores e subsecretários estão entre os investigados

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (13) a Operação Off-Balance, nova etapa do chamado Caso Master, que investiga irregularidades em aplicações milionárias do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC), na Grande São Paulo. A ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão e determinou o afastamento de funções públicas e o bloqueio de bens de ex-dirigentes do fundo previdenciário municipal.
Segundo a PF, os aportes somaram cerca de R$ 107 milhões, sendo R$ 87 milhões destinados ao Banco Master e R$ 20 milhões ao Banco Daycoval. As investigações apontam falhas graves de governança, ausência de análise técnica e possível direcionamento das aplicações, caracterizando gestão temerária dos recursos dos servidores.
Entre os investigados estão Luiz Henrique Miranda Teixeira, ex-diretor executivo do IPSSC; Marcelo Ribas de Oliveira, presidente do Comitê de Investimentos e diretor de Benefícios; Milton Marques Dias, diretor administrativo e financeiro; além dos subsecretários municipais Rafael Petrozziello (Governo) e Rodrigo Sartori Mendes (Justiça).
As operações ocorreram durante a gestão do ex-prefeito Danilo Joan (PP), aliado do senador Ciro Nogueira (PP-PI), que também foi alvo de ação da PF na semana anterior. Embora Joan não figure como investigado nesta fase, sua administração é apontada como responsável pelo período em que os aportes foram realizados.
A PF afirma que houve falhas em “praticamente todas as etapas do processo de investimento” do fundo previdenciário, reforçando a gravidade das suspeitas em torno do Banco Master, já envolvido em outras fases da investigação e associado ao empresário Daniel Vorcaro.
Com o avanço da operação, o caso ganha novos contornos políticos e financeiros, ampliando a pressão sobre gestores públicos e instituições financeiras que aparecem no centro das apurações.




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