Deputado Caveira denuncia colapso da saúde no Sul do Pará
- Luana Valente

- 8 de abr.
- 2 min de leitura
Parlamentar aponta atraso de salários e possível fechamento de hospital regional em Ourilândia do Norte

O deputado Delegado Caveira (PL-PA) fez duras críticas à situação da saúde pública no sul do Pará, denunciando o atraso de salários de médicos e funcionários e o risco de fechamento do Hospital Regional da PA-279, em Ourilândia do Norte. Segundo o parlamentar, a crise atinge diretamente milhares de moradores da região.
“Sabia que essa bomba ia estourar: o Estado do Pará está passando uma dificuldade muito grande quando se trata de saúde pública. Exatamente na PA-279, onde existem cidades como São Félix do Xingu, Tucumã, Ourilândia, Água Azul do Norte e Xinguara, há um hospital em Ourilândia do Norte. Nessa mesma região vivem aproximadamente 200 mil pessoas”, afirmou Caveira.
O deputado responsabilizou a gestão de Helder barbalho (MDB-PA) pelo agravamento da situação. “O ex-governador Helder Barbalho abandonou a saúde pública de tal forma que há dois meses médicos estão sem receber. Funcionários da saúde estão sem receber”, denunciou.
Em tom de alerta, Caveira cobrou providências imediatas da atual governadora Hana. “Atenção governadora Hana, tome alguma providência! O estado está endividado com bilhões de reais e a saúde segue precária”, declarou.
A denúncia expõe a fragilidade do sistema de saúde na região e reforça a pressão sobre o governo estadual para que medidas urgentes sejam adotadas, evitando que a população fique desassistida em um momento crítico.
Atrasos de pagamento e sobrecarga de trabalho
Com a falta de pagamento e a escassez de pessoal, médicos e enfermeiros são obrigados a assumir jornadas dobradas para manter o atendimento. Essa sobrecarga, além de comprometer a qualidade do serviço, aumenta os riscos para pacientes que dependem do hospital. “Ninguém quer trabalhar aqui diante das condições precárias”, afirmou a médica Madalena Furtado, uma das vozes que trouxe o problema a público.
"Nós estamo vivendo o caos [...] Peço que por favor nos ajude! Hoje, sou a única profissional pediatra a estar atendendo urgências e emergências, enfermarias, alojamento conjunto, sala de parto e estou na UTI com pacientes graves", clamou a médica.
A comunidade local teme que a crise se agrave caso não haja uma resposta rápida das autoridades.




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