Deputado Sóstenes Cavalcante critica transferência de Bolsonaro e fala em “vingança travestida de legalidade”
- Luana Valente

- 16 de jan.
- 2 min de leitura
Parlamentar do PL afirma que decisão do ministro Alexandre de Moraes é “punição política” e defende que ex-presidente deveria cumprir pena em seu domicílio.

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), criticou duramente a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a penitenciária conhecida como Papudinha, em Brasília. A medida foi anunciada na última quinta-feira (15), e imediatamente gerou reação entre aliados do ex-chefe do Executivo.
Segundo Sóstenes, a decisão representa uma “punição política” e não se enquadra nos princípios da justiça. Em suas redes sociais, o parlamentar afirmou que o ato configura “vingança travestida de legalidade” e acusou Moraes de exercer “autoritarismo de toga”. Para ele, a transferência de Bolsonaro é um exemplo de “abuso de poder institucionalizado” e demonstração de força de quem “já não reconhece limites”.
O deputado defendeu que, por se tratar de um ex-presidente da República, Bolsonaro deveria cumprir sua pena em regime domiciliar. “O que vemos não é justiça. É a caneta usada como cassetete. A transferência de um ex-presidente para penitenciária, por decisão isolada, é punição política”, declarou Sóstenes, reforçando que o correto seria enviá-lo “para seu domicílio”.
A crítica se soma ao discurso de outros parlamentares e apoiadores de Bolsonaro, que veem na decisão do STF um movimento de perseguição política. Para Sóstenes, a medida não apenas fere a imagem institucional do país, como também abre precedentes perigosos para o tratamento de ex-mandatários. “Não se trata de aplicar a lei, mas de usar o aparato judicial como instrumento de vingança”, escreveu.
A transferência de Bolsonaro para a Papudinha ocorre em meio às investigações sobre sua suposta participação na chamada “trama golpista”. O caso segue em análise pelo STF, mas já provoca forte polarização no cenário político nacional. Enquanto opositores defendem o cumprimento rigoroso da lei, aliados como Sóstenes frisam que a decisão é marcada por motivações políticas e deveria ser revista.




Comentários