Eduardo Bolsonaro desmente sobre sugestão de troca do Pix
- Luana Valente

- 5 de jun.
- 2 min de leitura
Deputado chama de “patifaria” acusações de que teria sugerido substituição do sistema brasileiro pelo Zelle, dos EUA

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) negou nesta quinta-feira (4) ter defendido a substituição do Pix pelo sistema americano Zelle. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar classificou como “patifaria” as notícias que atribuíram a ele a intenção de trocar o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central em 2020.
A polêmica surgiu após entrevista concedida ao canal TMC News, na qual Eduardo citou o Zelle como exemplo de mecanismo semelhante ao Pix nos Estados Unidos. Segundo ele, a menção foi feita para destacar que o Brasil teria “bons argumentos” em negociações comerciais com os americanos, já que ambos os países possuem ferramentas de transferência digital.
No entanto, a fala foi interpretada por parte da imprensa e de usuários nas redes sociais como defesa da substituição do Pix pelo sistema estrangeiro. A repercussão levou a críticas de parlamentares aliados ao governo Lula, como Gleisi Hoffmann e Randolfe Rodrigues, que acusaram Eduardo de “entreguismo” e de favorecer interesses externos.
Em resposta, o deputado reforçou que o Pix foi criado durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, e que continuará sendo gratuito para pessoas físicas. “Jamais sugeri trocar o Pix. Isso é uma distorção, uma patifaria”, afirmou. Eduardo desafiou veículos de comunicação a apresentarem provas de que teria defendido a substituição do sistema brasileiro.
O Pix, lançado em novembro de 2020, consolidou-se como um dos principais meios de pagamento no país, com mais de 160 milhões de usuários. Já o Zelle, nos Estados Unidos, é operado por um consórcio de bancos e funciona integrado a aplicativos bancários, mas não possui a mesma abrangência e gratuidade do sistema brasileiro.




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