Encontro sigiloso em Roma expõe bastidores da extradição de Carla Zambelli
- Luana Valente

- 9 de abr.
- 1 min de leitura
Telegramas revelam atuação da Embaixada do Brasil e reunião fora da agenda oficial do advogado-geral da União

A Embaixada do Brasil em Roma acompanhou de perto cada movimento da ex-deputada Carla Zambelli em território italiano, incluindo sua prisão. Documentos diplomáticos mostram que a representação brasileira trocou telegramas com o Itamaraty relatando os desdobramentos e estratégias jurídicas relacionadas ao caso.
Entre os registros, chama atenção um detalhe: o advogado-geral da União, Jorge Messias, omitiu em sua agenda oficial um encontro realizado em 2 de setembro de 2025 com Alessandro Silveri, advogado responsável por conduzir o processo de deportação de Zambelli. Silveri é sobrinho do ex-premiê Paolo Gentiloni, conhecido por sua simpatia ao presidente Lula.
O teor da reunião, segundo os telegramas, envolveu a análise jurídica da extradição e possíveis linhas de defesa da ex-parlamentar. Curiosamente, esse foi o único dia útil do mês em que a agenda de Messias não estava disponível para consulta pública.
Outro ponto revelado é que o trabalho de Silveri não se limita a afinidades políticas: ele já recebeu pagamentos do governo brasileiro, somando R$ 112,7 mil em novembro de 2025 e R$ 115,2 mil em janeiro deste ano.
As informações foram divulgadas pela Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder, e reforçam a complexidade diplomática e jurídica que envolve o caso Zambelli, marcado por movimentações discretas e decisões estratégicas nos bastidores.




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