EUA monitoram ação de Moraes contra jornalista maranhense
- Luana Valente

- 11 de mai.
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Governo Trump avalia possível violação à liberdade de imprensa e estuda retomar sanções da Lei Magnitsky após operação da PF contra Luís Pablo

O governo dos Estados Unidos acompanha de perto a investigação conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes contra o jornalista maranhense Luís Pablo, alvo de uma operação da Polícia Federal em março deste ano. A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, recolheu celulares, um computador e um HD externo da residência do comunicador, que havia publicado reportagens sobre o uso de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino.
Moraes justificou a medida alegando indícios de crime de perseguição e atentado contra a liberdade individual de um membro da Corte. A decisão provocou forte repercussão no Maranhão e reacendeu debates sobre os limites da atuação do Judiciário frente à liberdade de imprensa.
Em Washington, autoridades do governo Trump avaliam se houve violação a direitos fundamentais e estudam retomar sanções previstas na Lei Magnitsky, que permite punir agentes públicos acusados de abusos de direitos humanos. Embora nos Estados Unidos jornalistas possam responder judicialmente por conteúdos publicados, a abertura de inquérito criminal e a operação policial chamaram atenção por seu caráter coercitivo.
O caso coloca em evidência a tensão entre liberdade de expressão e decisões judiciais no Brasil, além de ampliar a pressão internacional sobre Alexandre de Moraes, já criticado em debates sobre censura e regulação das redes sociais. Para especialistas, a reação americana pode ter impacto nas relações diplomáticas e reforçar o escrutínio externo sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal.



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