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Fazenda da maconha: André Fernandes volta ao local e diz que encontrou droga enterrada após visita do governador

Atualizado: 8 de jul.

Plantação de droga foi achada pela Polícia Civil no último dia 25 de junho e, desde então, o caso repercute no Ceará


Reprodução: fotomontagem
Reprodução: fotomontagem


A descoberta de uma plantação com cerca de 290 mil pés de maconha em Acopiara, interior do Ceará, considerada uma das maiores apreensões da história do estado, transformou-se em um caso de repercussão política e policial. A operação, conduzida pela Polícia Civil em junho, resultou na “incineração controlada” da droga no próprio local, em valas abertas e cobertas com terra após o uso de combustíveis para a queima.


Dias depois, o deputado federal André Fernandes (PL) voltou à área e afirmou ter encontrado entorpecentes enterrados sem vigilância policial. Em vídeo divulgado nas redes sociais, acusou o governo de falha grave: “Elmano, enterrar droga, dinheiro e arma é coisa de bandido. A droga não foi incinerada, foi enterrada. Houve uma falha ou provável prevaricação”.


A Polícia Civil rebateu a denúncia, sustentando que o que Fernandes encontrou eram apenas restos da plantação já destruída, uma vez que o Corpo de Bombeiros usou de uma técnica para "destruição e incineração controlada". O órgão destacou ainda que a ação foi acompanhada por representantes da Perícia Forense, Ministério Público, Polícia Militar, Guarda Municipal e Vigilância Sanitária, para garantir a legalidade do procedimento.


O governador Elmano de Freitas, que esteve no local, assegurou que a Polícia Civil permaneceria até a destruição completa da plantação e prometeu apuração rigorosa: “Aqui localizou, aqui está sendo destruído. E a Polícia Civil não sai daqui enquanto não destruir toda essa plantação”.


A repercussão levou à exoneração de dois delegados de cargos de chefia e à abertura de processo administrativo pela Controladoria Geral de Disciplina. O proprietário da fazenda chegou a ser preso, mas foi solto no dia seguinte; já o arrendatário da área segue foragido.


O caso da “fazenda da maconha” expõe fragilidades institucionais no combate ao narcotráfico e se tornou palco de disputa política entre governo estadual e oposição bolsonarista. Enquanto autoridades defendem a legalidade da operação, a denúncia de Fernandes e a pressão de Flávio Bolsonaro ampliam a cobrança por transparência e rigor nas investigações.


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