PF mira Márcio Canella e ex-secretário em operação contra lavagem de dinheiro em postos de combustíveis
- Luana Valente

- 7 de jul.
- 2 min de leitura
Investigação aponta movimentações bilionárias e uso de rede de postos como fachada para esquema criminoso no Rio de Janeiro

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) a sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado a postos de combustíveis no Rio de Janeiro. Entre os principais alvos estão o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e o ex-secretário de Polícia Civil, Marcus Amim. Segundo a PF, o grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos, utilizando empresas de fachada para integrar recursos ilícitos à economia formal.
A operação cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em municípios como Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. Além disso, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores, além da suspensão de atividades de empresas envolvidas. O relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) aponta que a rede de postos era utilizada para mascarar transações financeiras ligadas a milicianos e policiais civis, entre eles o inspetor Pablo Russo, acusado de controlar estabelecimentos por meio de laranjas.
Canella, que renunciou ao cargo de prefeito em 2026 para disputar vaga ao Senado pelo União Brasil, foi conduzido à Superintendência da PF no Rio para prestar depoimento. Já Marcus Amim é apontado como articulador de parte do esquema. As investigações ocorrem sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, que estabelece diretrizes para operações policiais no estado.
A PF deve agora analisar documentos, registros contábeis e mídias eletrônicas apreendidas para identificar novos envolvidos e aprofundar o rastreamento das movimentações financeiras. Até o momento, as defesas dos investigados não se pronunciaram oficialmente.




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