“Completamente legal e privada”: Flávio Bolsonaro confirma cancelamento de notas fiscais e rebate acusações do Metrópoles
- Luana Valente

- 23 de jul.
- 2 min de leitura
Senador nega irregularidades e afirma que portal recebeu R$ 1,2 milhão da empresa Copenhagen em seis notas fiscais não canceladas

O senador Flávio Bolsonaro confirmou a emissão de uma nota fiscal de R$ 500 mil por seu escritório de advocacia para a empresa Contábil Correa, ligada ao caso Banco Master, mas negou qualquer irregularidade. A declaração foi feita em resposta a reportagem publicada pelo portal Metrópoles, que apontava supostas conexões entre o parlamentar e empresas investigadas por movimentações financeiras suspeitas. Flávio classificou a narrativa como “criminosa” e sustentou que sua atuação foi legal e restrita ao âmbito privado.
“Hoje o Metrópoles fez uma matéria criminosa querendo marginalizar a advocacia. Eu fiz um trabalho para uma empresa, fui contratado para isso, prestei serviços advocatícios. Tudo certo. Relação completamente legal e privada”, explicou o senador, em vídeo publicado nas redes sociais.
Segundo o senador, duas notas fiscais de R$ 500 mil cada foram emitidas em abril de 2025 para a Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A., empresa que recebeu R$ 57,9 milhões do Banco Master entre 2024 e 2025. Ambas foram canceladas no mesmo dia, pois a contratação não teria avançado. Já a terceira nota, também de R$ 500 mil, foi destinada à Contábil Correa, de Rogério Lourenço Novo, que posteriormente assumiu a direção da Copenhagen. Essa nota não foi cancelada e, de acordo com Flávio, corresponde a serviços advocatícios efetivamente prestados.
“Em outra oportunidade, eu não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen, que supostamente foi usada por Vorcaro para fazer pagamentos para algumas pessoas. Não foi o meu caso […] Eu não quis trabalhar para essa empresa. [Então] cancelei duas notas fiscais”, ressaltou Flávio.
O Metrópoles sustentou que os vínculos entre o escritório de Flávio e empresas ligadas ao Banco Master levantam suspeitas de irregularidades. Em contrapartida, o senador acusou o portal de omitir informações relevantes, afirmando que a própria Copenhagen teria repassado cerca de R$ 1,2 milhão ao veículo de comunicação, por meio de seis notas fiscais que não foram canceladas. Para Flávio, essa relação comercial deveria ser igualmente questionada.
Enquanto Flávio ressalta que sua atuação como advogado foi legítima e desvinculada de Daniel Vorcaro, controlador do banco, a imprensa e opositores políticos apontam indícios de proximidade com empresas investigadas. O caso segue em apuração.




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