Feminicídio atinge marca histórica sob governo Lula
- Luana Valente

- 23 de jul.
- 2 min de leitura
Brasil registra 1.571 mulheres assassinadas em 2025, maior número desde que o crime foi tipificado

O Brasil encerrou 2025 com um dado alarmante: foram contabilizados 1.571 casos de feminicídio ao longo do ano, segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Trata-se do maior número já registrado desde que o crime passou a ser tipificado em 2015, o que equivale a uma média de quatro mulheres mortas por dia simplesmente por serem mulheres.
O aumento de 4% em relação a 2024 contrasta com a queda geral dos homicídios no país, que recuaram 8,2% e atingiram o menor patamar desde 2012. A violência de gênero, no entanto, seguiu em trajetória ascendente. O relatório mostra que 62,5% dos feminicídios ocorreram dentro da residência da vítima e, em 60,9% dos casos, os autores foram parceiros íntimos. A maioria das vítimas era negra (65%) e tinha entre 25 e 44 anos.
Outro dado que chama atenção é o crescimento das tentativas de feminicídio: 4.189 casos em 2025, alta de 5,9% em relação ao ano anterior. Para cada feminicídio consumado, houve quase três tentativas. Além disso, 44,4% dos homicídios de mulheres foram classificados como feminicídio, o maior percentual da série histórica.
Sob o governo Lula, especialistas apontam que o desafio está em garantir a efetividade das políticas públicas de proteção. Apesar da ampliação de programas de denúncia e medidas protetivas, o descumprimento dessas medidas cresceu 17% em 2025, evidenciando falhas na rede de segurança. “É a violência que permanece mesmo quando a outra recua”, resume o Fórum, ao destacar que a criminalidade urbana diminui, mas a violência doméstica e íntima continua a crescer.
O recorde de feminicídios em 2025 expõe uma contradição: o país conseguiu reduzir a violência urbana, mas não conseguiu frear a violência contra mulheres. O dado de 1.571 vítimas é um alerta para a necessidade de políticas mais eficazes de proteção, fiscalização e combate às desigualdades estruturais que sustentam a violência de gênero.




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