Flávio Bolsonaro defende endurecimento das leis penais em ato político no Pará
- Luana Valente

- 11 de jun.
- 2 min de leitura
Pré-candidato à Presidência foi recebido por milhares de apoiadores em Altamira e prometeu reduzir a maioridade penal e aplicar castração química a estupradores

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, participou nesta quinta-feira (11) de um ato político em Altamira, no sudoeste do Pará, onde apresentou propostas voltadas para o endurecimento das leis penais. O evento ocorreu nas dependências do Haras Wanderlan e reuniu uma multidão de apoiadores, que receberam o parlamentar com forte entusiasmo.
Durante o discurso, Flávio afirmou que pretende implementar medidas mais rígidas contra criminosos. “A gente vai reduzir a maioridade penal. A gente vai botar a castração química para estuprador. É assim que bandido vai ser tratado a partir do ano que vem”, declarou, sendo aplaudido pelos presentes.
O senador destacou que a segurança pública será um dos pilares de sua campanha presidencial, defendendo também o fim das saídas temporárias de presos e maior controle sobre o sistema penitenciário. Em Altamira, cidade marcada por desafios relacionados à violência e à expansão urbana na região da Transamazônica, o discurso encontrou eco em parte da população que reivindica respostas mais duras contra a criminalidade.
O ato em Altamira enfatiza que Flávio Bolsonaro está priorizando a pauta da segurança pública na pré-campanha presidencial. Suas declarações devem intensificar o debate nacional sobre os rumos da legislação criminal e marcar presença no cenário eleitoral.
CCJ aprova PEC que reduz maioridade penal
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10), por 44 votos a 18, a admissibilidade da proposta de emenda à Constituição (PEC 32 e apensadas) que reduz a maioridade penal dos atuais 18 para 16 anos de idade.
A análise da admissibilidade pela CCJ é apenas o primeiro passo na tramitação do tema na Câmara. Se aprovada, a proposta ainda precisa passar por uma comissão especial e pelo Plenário, em dois turnos de votação.




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