Girão critica inclusão de Zema em inquérito das fake news
- Luana Valente

- 20 de abr.
- 2 min de leitura
Senador fala em “vergonhoso movimento dos intocáveis” e pede reação do Senado diante da ofensiva do STF

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) classificou como “vergonhoso” o pedido do ministro Gilmar Mendes para incluir Romeu Zema no inquérito das fake news, acusando o Supremo Tribunal Federal de agir como “intocáveis” e cobrando reação imediata do Senado. O caso ganhou repercussão após Zema divulgar um vídeo satírico contra ministros da Corte, o que motivou a notícia-crime apresentada por Mendes.
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, publicou em suas redes sociais um vídeo satírico com críticas ao STF e aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli. O conteúdo foi considerado ofensivo e levou Gilmar Mendes a apresentar uma notícia-crime contra Zema, pedindo ao ministro Alexandre de Moraes que o inclua no inquérito das fake news. O processo tramita sob sigilo, mas já provocou forte reação política.
Girão classificou o pedido como um “movimento vergonhoso dos intocáveis”, em referência aos ministros do STF. O senador afirmou que a Corte estaria extrapolando suas funções e que o episódio reforça a necessidade de o Senado reagir institucionalmente. Para Girão, a inclusão de Zema no inquérito representa um abuso de poder e ameaça à liberdade de expressão.
A fala de Girão ecoa críticas recorrentes de parlamentares ao protagonismo do STF em investigações de caráter político. O episódio reacende o debate sobre os limites da atuação da Corte e o papel do Senado como instância de equilíbrio institucional. Setores da oposição veem a medida como tentativa de intimidar lideranças políticas que criticam o Judiciário.
O pedido de inclusão de Zema ainda será analisado por Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news. Caso seja aceito, Zema passará a ser investigado formalmente, o que pode impactar sua pré-candidatura ao Planalto. No Senado, há expectativa de que Girão e outros parlamentares articulem uma resposta política, possivelmente por meio de debates em plenário ou iniciativas legislativas.




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