Itamaraty contradiz Lula e atribui veto a assessor de Trump a motivo eleitoral
- Luana Valente

- 9 de jul.
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Chanceler Mauro Vieira afirma que negativa de visto a integrante da equipe de Donald Trump ocorreu por preocupação com visita a Jair Bolsonaro durante o período eleitoral, e não por reciprocidade diplomática

Em resposta oficial enviada à Câmara dos Deputados, o Itamaraty expôs uma divergência significativa em relação ao discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O chanceler Mauro Vieira afirmou que a revogação do visto de Darren Beattie, assessor de Donald Trump, não se deu por reciprocidade diplomática — como havia sustentado Lula — mas por receio de impacto eleitoral, já que Beattie pretendia visitar Jair Bolsonaro em plena campanha.
O documento, com 11 páginas, foi entregue após solicitação de parlamentares e destacou que a decisão buscava evitar qualquer influência externa no processo eleitoral brasileiro. A explicação contrasta com a versão presidencial, segundo a qual o veto seria uma resposta ao cancelamento de vistos de autoridades brasileiras pelos Estados Unidos, como o ministro da Saúde Alexandre Padilha.
A divergência gerou repercussão política imediata. Deputados da oposição acusaram o governo de utilizar a diplomacia como instrumento de narrativa eleitoral.
Nos Estados Unidos, o caso soma-se a outros atritos recentes, como a reação negativa do governo Trump a avaliações do Itamaraty sobre suposto risco de ação militar americana no Brasil.




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