Jorge Messias avalia saída da AGU após derrota no Senado
- Luana Valente

- 2 de mai.
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Advogado-geral da União terá “conversa final” com Lula para decidir futuro político

O advogado-geral da União, Jorge Messias, comunicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sua intenção de deixar o cargo após a rejeição inédita de seu nome para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado. A decisão definitiva será tomada em uma reunião prevista para os próximos dias, descrita por interlocutores como uma “conversa final” entre os dois.
A derrota de Messias no Senado, por 42 votos contrários e 34 favoráveis, marcou a primeira vez desde 1894 que um indicado presidencial ao STF foi barrado. O episódio expôs fragilidades na articulação política do governo e fortaleceu a influência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), apontado como um dos principais articuladores contra a indicação.
Messias, que havia sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça por 16 votos a 11 após longa sabatina, afirmou a Lula que não vê condições de manter interlocução com senadores e ministros do Supremo que atuaram contra sua nomeação. Entre os nomes citados estão Alexandre de Moraes e Flávio Dino, além de Alcolumbre.
Apesar da pressão, Lula pediu cautela ao advogado-geral e sugeriu que ele refletisse antes de tomar uma decisão definitiva. Nos bastidores, aliados cogitam a possibilidade de Messias ser deslocado para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, como forma de preservar sua atuação no governo e reduzir o desgaste político.
A reunião entre Lula e Messias será decisiva para definir se o advogado-geral permanece na AGU ou se abre espaço para uma nova configuração na equipe ministerial. O episódio, além de afetar diretamente o futuro de Messias, representa um teste de força para a relação entre Executivo e Congresso em um momento de tensão política.




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