Flávio Bolsonaro celebra derrubada de veto e diz que dosimetria é “primeiro passo para honrar injustiçados e o pai”
- Luana Valente

- 2 de mai.
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Pré-candidato à Presidência vê vitória política após Congresso rejeitar veto de Lula ao PL da Dosimetria, medida que pode beneficiar Jair Bolsonaro e outros condenados do 8 de janeiro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, comemorou nesta semana a derrubada pelo Congresso Nacional do veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei da Dosimetria. A proposta, aprovada por ampla maioria de deputados e senadores, altera os critérios de cálculo de penas aplicadas a réus condenados por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023.
Em declaração pública, Flávio afirmou que a decisão representa um marco político e pessoal. “É o primeiro passo para honrar injustiçados e meu pai”, disse o parlamentar, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado e declarado inelegível em processos ligados à tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O senador também classificou a medida como um “presente de aniversário” e agradeceu nominalmente aos parlamentares que votaram pela derrubada do veto.
A votação foi marcada por embates acalorados entre governistas e oposicionistas. Enquanto aliados de Bolsonaro celebraram a derrota do governo como sinal de enfraquecimento da base de Lula, parlamentares governistas alertaram que a flexibilização das punições pode representar retrocesso democrático e abrir espaço para novas ameaças à ordem institucional.
O resultado tem repercussões diretas no cenário eleitoral de 2026. Para Flávio Bolsonaro, fortalece sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, consolidando sua imagem como defensor dos condenados do 8 de janeiro. Para Jair Bolsonaro, abre caminho para revisão de sua inelegibilidade, o que pode alterar significativamente a disputa presidencial.
Já para o governo Lula, a derrubada do veto representa mais uma derrota no Congresso, após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, aumentando a pressão política sobre o Planalto e evidenciando dificuldades na articulação com a base parlamentar.




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