Justiça aceita denúncia e Deolane Bezerra vira ré por lavagem de dinheiro ligada ao PCC
- Luana Valente

- 18 de jun.
- 2 min de leitura
Influenciadora terá dez dias para apresentar defesa; investigação aponta movimentações milionárias e bens de luxo incompatíveis com renda declarada

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra ré sob acusação de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi proferida pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau, e dá início à ação penal que envolve também outros integrantes da facção, incluindo o líder Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.
Segundo a investigação, deflagrada na chamada Operação Vérnix, o grupo teria utilizado empresas de fachada e movimentações financeiras para ocultar valores ilícitos entre 2018 e 2025. Deolane é apontada como beneficiária de parte desses recursos, com patrimônio considerado incompatível com sua renda declarada. Entre os bens bloqueados pela Justiça estão veículos de luxo, como uma Lamborghini e uma Cadillac, além de valores que somam mais de R$ 27 milhões.
Além de Deolane, também se tornaram réus no processo Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, irmão de Marcola; Paloma Sanches e Leonardo Herbas Camacho, sobrinhos do líder do PCC e atualmente foragidos; e Everton de Souza, apontado como operador financeiro do esquema.
A defesa da influenciadora divulgou nota afirmando que ela “não faz parte de nenhuma organização criminosa e tampouco cometeu qualquer crime”, prometendo provar sua inocência ao longo do processo. Os advogados dos demais acusados também contestaram a denúncia, alegando fragilidade nas provas apresentadas pelo Ministério Público.
Com a aceitação da denúncia, os réus têm agora dez dias para apresentar resposta à acusação. O processo segue para a fase de produção de provas, em que serão analisados documentos, depoimentos e perícias financeiras, até que a Justiça decida pela condenação ou absolvição dos envolvidos.




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