PF investiga Jaques Wagner por indícios de recebimento de apartamento de R$ 2,4 milhões do Banco Master
- Luana Valente

- 18 de jun.
- 2 min de leitura
Líder do governo Lula no Senado é alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a instituição financeira

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. Entre os alvos está o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, acusado de ter recebido um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,4 milhões, como vantagem indevida. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cumpriu mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.
Segundo os investigadores, além do imóvel, Wagner teria usufruído de viagens em jatos particulares do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de pagamentos indiretos a familiares. A esposa de seu enteado, Bonnie Bonilha, teria recebido aproximadamente R$ 11 milhões em contratos de consultoria ligados ao grupo. Durante buscas em Brasília, a PF encontrou US$ 55 mil e 33,5 mil euros em espécie na residência do parlamentar.
O caso ganhou repercussão imediata no meio político, já que Wagner é considerado um dos principais articuladores do governo no Senado. A investigação também mira outros nomes de peso, como o ex-ministro Ciro Nogueira (PP-PI) e o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL-RJ), ampliando o alcance da operação. Os investigadores apuram se Wagner teria atuado em favor do Banco Master em votações no Congresso, incluindo a chamada “Emenda Master”, que beneficiaria diretamente os interesses da instituição.
A Operação Compliance Zero, iniciada em 2023, já revelou indícios de fraudes financeiras bilionárias e conexões com o tráfico de influência político. A nova fase reforça a gravidade das suspeitas e coloca em xeque a relação entre o sistema financeiro e figuras centrais da política nacional. Até o momento, Wagner não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.




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