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Justiça argentina mantém confisco de bens de Cristina Kirchner


Ex-presidente cumpre pena domiciliar e terá imóveis e hotéis usados para garantir indenizações milionárias ao Estado


Arquivo / Casa Rosada
Arquivo / Casa Rosada

A Justiça da Argentina confirmou a manutenção do confisco dos bens da ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner, condenada por corrupção no caso conhecido como Vialidad. A decisão, tomada pelo Tribunal de Cassação, rejeitou recurso da defesa e reforça a sentença que impôs seis anos de prisão em regime domiciliar e a inelegibilidade para cargos públicos.


Entre os bens apreendidos estão hotéis e apartamentos em Santa Cruz, transferidos por Kirchner aos filhos Máximo e Florencia como antecipação de herança. O objetivo é assegurar o pagamento de cerca de US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 2,5 bilhões) em indenizações ao Estado argentino.


A condenação decorre de um esquema de fraude e direcionamento de contratos de obras públicas durante os governos kirchneristas. Apesar das acusações, Cristina Kirchner afirma ser alvo de perseguição política e mantém influência como líder do partido peronista Justicialista.


A decisão é considerada um marco na jurisprudência argentina, ao consolidar o entendimento de que bens de origem ilícita podem ser confiscados mesmo quando transferidos a terceiros. O caso, de grande repercussão interna e internacional, simboliza um avanço na luta contra a corrupção e na recuperação de recursos desviados da administração pública.

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