Liderança do PL aposta em escala 4×3 e desafia governo em votação da PEC da jornada
- Luana Valente

- 27 de mai.
- 2 min de leitura
Sóstenes Cavalcante anuncia destaque de preferência e intensifica embate político sobre redução da carga horária semanal

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, anunciou que o partido vai apresentar um destaque de preferência para priorizar a votação da escala 4×3 — quatro dias de trabalho e três de descanso — durante a análise da PEC que trata da redução da jornada semanal. A medida, que prevê carga horária de 36 horas, coloca o partido de oposição em confronto direto com o governo Lula e partidos de esquerda, como PT e PSOL, que defendem a redução gradual para 40 horas até 2027.
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, declarou que a oposição pretende testar o apoio da base governista a uma redução de jornada ainda mais drástica para o país. Em discurso, o congressista afirmou: “Como nós estamos contra governo, que gosta de mentir, de maquiar, de enganar e, além disso, de roubar a esperança dos brasileiros, nós tomamos a decisão de amanhã, na hora da votação, nós vamos apresentar destaque de preferência para votarmos a escala 4×3, porque nós somos a favor do trabalhador trabalhar menos, ficar em casa, descansar na sua família e não somos hipócritas e oportunistas como este governo”.
A estratégia do partido é vista como uma tentativa de pressionar a esquerda, especialmente PT e PSOL, que tradicionalmente apoiam a redução da jornada, mas agora se veem diante de uma proposta ainda mais ousada. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP), autora da PEC que trata da redução da carga horária, criticou a mudança de posição do PL e classificou a iniciativa como manobra política.
O governo teme que a movimentação atrase a tramitação da PEC, considerada prioritária para este ano. Empresários, por outro lado, manifestam preocupação com os impactos econômicos e possíveis custos adicionais.
O debate reacende a disputa histórica sobre a jornada de trabalho no Brasil. Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece o modelo 6×1, com 44 horas semanais. A proposta do governo busca reduzir gradualmente essa carga, no entanto, o PL aposta em uma mudança imediata e mais profunda.




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