Líder do governo Lula, Jaques Wagner, é alvo de operação da PF no Caso Master
- Luana Valente

- 18 de jun.
- 2 min de leitura
Mandados de busca e apreensão atingem líder do governo Lula e ex-sócio do Banco Master em três estados

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, foi alvo nesta quinta-feira (18) da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro no chamado Caso Master. A ofensiva também atingiu o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, com mandados de busca e apreensão cumpridos na Bahia, São Paulo e Distrito Federal.
A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e incluiu medidas cautelares como a suspensão de passaportes e a proibição de contato entre investigados. Segundo a PF, Wagner teria recebido vantagens indevidas para atuar em favor do Banco Master no Congresso, incluindo um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões, pagamentos de cerca de R$ 11 milhões a uma empresa ligada à sua nora, além do uso de jatos particulares e ingressos para eventos internacionais.
As investigações apontam que o senador teria feito lobby político em favor da chamada “emenda Master”, que ampliava o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), e também teria atuado para facilitar a aquisição do Banco Master pelo BRB. Já Augusto Lima, que havia sido alvo da primeira fase da operação, é acusado de intermediar parte das transações suspeitas. Sua defesa nega irregularidades e afirma que sempre atuou dentro da lei.
A repercussão política foi imediata. Parlamentares da oposição, como Flávio Bolsonaro, cobraram a instalação de uma CPMI para investigar o caso, aumentando a pressão sobre o governo Lula, uma vez que a operação atinge diretamente um nome de destaque da base governista, o que amplia a tensão no cenário político em Brasília.
O STF determinou que as investigações prossigam para apurar a extensão das supostas vantagens indevidas e a participação de outros agentes públicos. Até o momento, Wagner não se manifestou oficialmente sobre a operação.




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