Marinho acusa PT de usar 8/1 como “cortina de fumaça”
- Luana Valente

- 9 de jan.
- 2 min de leitura
Senador afirma que atos sobre ataques de 8 de janeiro servem para esconder escândalos ligados à Previdência e suposta mesada de Lulinha

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), acusou o Partido dos Trabalhadores (PT) e setores da esquerda de explorar politicamente os atos de 8 de janeiro, que lembram os três anos da invasão às sedes dos Poderes em Brasília. Segundo o senador, a mobilização teria sido transformada em uma “cortina de fumaça” para encobrir escândalos envolvendo a Previdência Social e supostos repasses milionários ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”.
Marinho afirmou que o governo estaria desviando o foco da opinião pública de investigações sobre fraudes bilionárias em aposentadorias e pensões, além de denúncias de blindagem de investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O senador também citou a apuração da Polícia Federal sobre a suspeita de pagamentos regulares a Lulinha, dentro de um esquema ligado à Previdência.
Em suas declarações, o parlamentar potiguar destacou que a narrativa construída pelo PT busca ofuscar problemas estruturais da economia e contratos milionários envolvendo figuras próximas ao Judiciário. Ele mencionou, como exemplo, o contrato de R$ 129 milhões firmado pelo escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes com o Banco Master, apontando o caso como parte de um cenário de favorecimentos e irregularidades que, segundo ele, não recebem a devida atenção.
Marinho reforçou que a estratégia de relembrar os ataques de 8 de janeiro teria como objetivo central proteger o governo e seus aliados de questionamentos mais profundos sobre a gestão da Previdência e sobre suspeitas de corrupção. Para o senador, o episódio é utilizado como ferramenta política para mobilizar a base governista e desviar o debate público de temas que afetam diretamente os aposentados e pensionistas.




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