Mendonça abre sindicância sobre troca de delegado da PF
- Luana Valente

- 21 de mai.
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Ministro do STF demonstra preocupação com possíveis interferências em investigação que cita filho de Lula

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou a abertura de uma sindicância para apurar a substituição do delegado da Polícia Federal responsável por investigar fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão foi tomada após a saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva, que conduzia o inquérito e havia solicitado medidas contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A investigação, que envolve suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, ganhou maior repercussão política por citar o nome de Lulinha em delações e relatórios da PF. A troca de comando do caso, agora sob responsabilidade da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (Cinq), foi justificada pela corporação como uma medida para garantir “maior eficiência” nas apurações.
Mendonça, no entanto, considerou insuficientes as explicações apresentadas e determinou que a Polícia Federal investigue internamente os motivos da substituição. O ministro também anunciou medidas para restringir o acesso às informações do inquérito, adotando técnicas de compartimentação com o objetivo de evitar vazamentos e assegurar a independência das apurações.
A decisão provocou reação imediata no meio político. Integrantes da oposição, como os parlamentares Carlos Viana (PSD-MG) e Alfredo Gaspar (PL-AL), que integram a CPMI do INSS, repudiaram a troca e exigiram explicações do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Já a defesa de Lulinha afirma que não há fundamentos para medidas contra ele e nega qualquer irregularidade.
A situação expõe a sensibilidade do caso e o risco de crise institucional, já que envolve diretamente o filho do presidente da República. Ao abrir a sindicância, Mendonça sinaliza preocupação com possíveis interferências externas e reforça a necessidade de blindagem judicial para garantir o andamento das investigações.




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