Michelle Bolsonaro lança movimento “Imparáveis” após saída do PL Mulher
- Luana Valente

- 10 de jul.
- 2 min de leitura
Ex-primeira-dama aposta em nova iniciativa para defender valores como justiça e liberdade e manter protagonismo político fora da estrutura partidária

Michelle Bolsonaro anunciou nesta semana o lançamento do movimento “Imparáveis”, poucos dias depois de deixar a presidência do PL Mulher em meio a uma crise interna com o senador Flávio Bolsonaro. A iniciativa já conta com página oficial nas redes sociais e se apresenta como uma plataforma voltada à defesa de princípios como justiça, liberdade e coragem, buscando engajar especialmente mulheres conservadoras e ampliar sua atuação política.
A saída de Michelle do PL Mulher ocorreu no fim de junho, após um embate público com Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo partido. Em vídeo, a ex-primeira-dama afirmou ter sido “apunhalada” e acusou o enteado de desrespeitá-la. O episódio levou à reestruturação da ala feminina do PL.
O movimento “Imparáveis” foi lançado oficialmente em 9 de julho e, nas primeiras publicações, Michelle destacou mensagens de incentivo à perseverança diante das dificuldades. Em uma delas, escreveu: “Mulheres e homens de bem jamais desistem de lutar por justiça e liberdade. Para seguir adiante é preciso ser imparável”. A comunicação visual do projeto faz referência à personagem Mulher-Maravilha, usada como metáfora contra a “metralhadora de mentiras” e em defesa da “tropa do bem”.
Analistas políticos avaliam que a criação do movimento representa uma estratégia para preservar o capital político de Michelle após sua saída conturbada do PL Mulher. O projeto, que inicialmente seria lançado apenas em 2027, foi antecipado diante dos contratempos e pode servir como base para futuras articulações eleitorais. Embora ainda não haja definição sobre uma eventual candidatura, aliados especulam que Michelle poderia disputar uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal.
Com o “Imparáveis”, Michelle Bolsonaro busca reafirmar sua influência e construir um espaço próprio de mobilização política.




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